sexta-feira, 13 de abril de 2012

Mais que Nada

Do Nada,
De Nada,
Sem Nada,
Com Nada,
Por Nada,
Em Nada,


O nada é nada e te empurra o tudo.




Que tudo? De nada?

domingo, 1 de janeiro de 2012

2011

Escrevi menos aqui do que realmente deveria ou precisava...

2011 foi incerto, desde seus primeiros minutos...
Eu vi meus sentimentos demoronarem em questão de segundos  (é, faz 1 ano).

Construi uma muralha, me tornei alguém que achei que nunca iria me tornar em todos os quesitos vitais e cotidianos, ser mais realista e firme. Fui batalhar... e pra muitos que desacreditavam, até eu mesma - acho -, alcancei um inacreditável, a universidade.

E muito além dos pesares, eu vivi de amor, consegui enxergar além do essencial, eu aprendi a amar aqueles que se julgam inimigos, e amei triplicado quem me fez bem... Cumprindo a minha meta do post de final de 2010, reciprocidade...

Conheci pessoas incríveis, vi meu mundo abrir aos poucos, consegui perceber que a hora não é daqui a pouco... Trabalhei, muito! Mudei meus rumos em direção do que me faria bem, pois se estagnar, já era!

Continuei com amigos de longos tempos, conquistei alguns novos e aqueles que um dia já haviam se distanciado voltaram...

Hoje ouvi a seguinte frase: "Ok, passaram as festas, amanhã tudo volta ao normal, o que mudou? É só mais uma data". Me peguei pensando... mais uma data?
Cheguei a conclusão de que sem metas, sem anseios, sem objetivo, a vida se torna mais uma data. Quem quer alcançar não tem dia e nem data em especial para traçar suas vontades, "a hora não é daqui a pouco".

E depois de toda a incerteza de 2011, agora posso ver o que é alcançar metas e que é com elas que crescemos... Viramos merecedores...

Vem 2012! :)



domingo, 11 de setembro de 2011

Seres

Ah se eu tivesse...


A mesma vontade de usar um vestido como tinha com 4 anos de idade, 
A solidão indolor com os livros e quebra-cabeças ao invés de bonecas,
O choro incessante pela bala de gelatina ou por não querer ir para a escola,
O beijo na testa antes de dormir, assim como os lençóis sendo dobrados e esticados.

E as causas...

Das manhãs debruçadas nas mesas e das risadas inocentemente impiedosas,
Das tardes jogando bola, assistindo televisão e lendo gibis,
Do leite com chocolate gelado acompanhado de bisnaguinha feita na chapa,
E as noites de ilusões gostosas, mesmo as tristezas instantâneas...
E o medo do escuro...


Das noites compulsivas, intensas e desconsertantes...
Já haviam se passado 19 anos...
As certezas incertas, das palavras já ditas e repetidas e novamente e mais uma vez.

É uma mistura de seres coexistentes.... do passado e do presente. 
O futuro não, pois esse ser é impossível de existir agora...

domingo, 10 de julho de 2011

a falta é proporcional ao tempo

É similar...

O presente é intenso, a falta borbulha,
O amanhã continua, a falta se assimila...
O ontem é saudade, a falta também.

A falta traz marcas, aquelas alegrias ou dores da mesma que um dia vieram,
Mas como o tempo passaram e as vezes voltam com as lembranças.
Podemos sim voltar no tempo...
Nas noites mal dormidas,
Nas dores,
Nas risadas,
Nos aconchegos,
Na dança,
No cabelo,
Na música,
Nas caídas dançantes,
Nos gritos,
Nas visitas,
Nas viagens,
Nas manhãs sonolentas...

Hoje. A falta vai. O sossego vem, e é como se tudo isso fosse tão rápido como veio.

E vai continuar vindo...
A falta não dói, a falta não é boa, a falta é a saudade...a falta se recorda.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Como vai...

Tudo vai... com intuito, sem caminho, com esforço, apressado, devagar... vai,
Vai, sem medo, justo e incluso.
Vai, precisando do ponto de partida, da ida... vai,
Vai, agora, sem demora, sem causa, por causa...vai.

Não para sem motivos, sem pontos...

domingo, 8 de maio de 2011

Paredes

Eu te chamo, você corresponde.

Eu aqui, você lá...
Pode vir...
Feche os olhos, estenda as mãos.

Milimetricamente perto de você, respiro.
Os fios de cabelo, o sorriso tímido e um simples toque no rosto.

-É, o toque leve no rosto, ganha-

Volta ao olhar baixo, mais perto, mais sonoro.
A voz é imperceptível, mas o significado é explosivo.
É uma competição leve, sutil... próxima.
E tudo vira....

Eu olho baixa...

Mais perto...

Mais...

domingo, 20 de março de 2011

Céu

É o mar inverso pintado de apaixonados...
Paixões cintilantes, pingos prateados,
Alguns correm e desejos explodem,
Voluptuosos e invejáveis, venha a mim abraço descontrolado.

É de vai e vêm, vêm e vai...
Você ri e eu ainda sonho que um dia posso conseguir.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Conquistando

Conquistei o que estava ao meu alcance, e na brisa da vida... o que eu não podia tocar também.

Em épocas passadas falar de amor era apenas equivalente ao momento e logo após: frases quebradas sem sentido.
Continuo falando de amor, mas, na força da palavra... posso afirmar que ela não quer dizer nada.

O amor é distribuído em sorrisos, em peles, em olhos, em bocas, em sonhos, em mãos dadas, em mãos trêmulas e suadas.
O amor é pedinte de ternura, de movimentos involuntários e de falas sem ensaios.
O amor é sussurrado.
O amor são caminhos com estradas floridas e cheias de bifurcações.
O amor é a sensação de um só corpo e de duas mentes sãs.

De copos de bebidas até noites mal dormidas, achar o amor é caso do acaso.
Achá-lo é ter oportunidade de conquistar o inacreditável.



sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

dois mil e dez

na moral, não sei como começar...

Falam que a vida é como montanha russa, feita de altos e baixos e blá blá blá,
não sei se a vida inteira é assim, sei que esse ano ao menos foi, e muito.

Desde o começo não poupou surpresas, começo mesmo...
Mil provas, mil esbórnias, mil choros, mil saudades, mil encontros, mil distâncias... mil..
Emprego novo, crianças, eventos eternos, lugares diferentes todos os dias, pessoas incríveis,
simplicidade, amadurecimento, estabilidade.

De fato o coração -ou o que seja que se refira ao amor- não quis saber de descanso, mas queria sossego.. ao menos faz uns meses que ele encontrou. Mas, se contorceu bastante... aprendeu.

Finalmente comecei a minha aula de canto, e sabe, se eu canto.. eu vivo.

Tenho que cumprir algumas metas ainda desse ano... creio que posso terminá-las ainda no começo de 2011, mas, a vontade de crescer mais e mais, só aumenta... -é pouco pro que sinto, é mais do que sei-.


Todos os anos eu tento fazer agradecimentos ou citações de cada pessoa que possa ter se destacado no ano, mas, quem sabe verdadeiramente, quem sente que fez a diferença, que marcou, conhece a reciprocidade...

Reciprocidade, é, acho que essa é a palavra!

Quero o simples, pra fazer do pouco o imenso, criar do nada o meu tudo.. e ter orgulho.

Feliz 2011 (:


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Leve olhar pra trás...


... suspira e projeta o que tem em vista.

Quantos anos, dias, horas, minutos, segundos ou milésimos precisamos para se surpreender com o desfecho de um argumento?
Você aparece, na singularidade da sua presença... como sempre foi, como sempre deverá ser.


Quando menina, segundos pareciam minutos, minutos pareciam horas, horas pareciam dias, dias pareciam anos e anos pareciam a eternidade.

Hoje prefiro a eternidade dos segundos amados... a sincronia da pausa dos minutos ... a irreverência das horas batidas... a excelência dos dias inundados de escolhas e a sabedoria dos anos.

Mas, porque não olhou pro segundo passado aquela vez?

Pois temos o que merecemos, no caso, foram os anos.


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

ser feliz é um fato

é extremamente ridículo e desonesto como eu consigo escrever bem mais em tempos de sentimentos ruins...

É que ser feliz é um fato, escondido, tímido, esporádico, mas é um fato.
Quando ele aparece nem nos damos conta, vivemos, revivemos, e só sentimos quando nos falta.





Foi vindo, se aproximando aos poucos, em passos leves que nunca teria visto antes.
Foi olhar, reparar, repensar e deixar pra lá...
Continuou vindo, apegou e sugou a tristeza,
Substituiu pela certeza da calma -do sossego-, trouxe o toque das palavras com a mania de ser feliz, com a simplicidade do olhar pedinte e recíproco de terno.

Falaria em clichês de amor, conjugaria o verbo, mas... dedico suspiros por saber que é mais.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

realidade irreal

a sensação de não se encaixar mais, é válida?


Sempre tendeu a ser algo lúcido, fatídico e brilhante.
Foi, mas sopra um vento, piscam os olhos e vira uma noite, e os fatos já não valem como argumento.
Friamente - não propositalmente - cria um estandarte do momento e se faz como se tudo soasse inválido.

Crítico, mas não depressivo, nem ao menos munido de algo negativo... É olhar pro agora e não reconhecer um flash do passado ou ter sub-julgado que passou por algo superficial, não tatuou ou ao menos os sintomas diagnosticados eram apenas passageiros.

Passa....

terça-feira, 26 de outubro de 2010

"tudo aquilo, nada disso"

Nunca necessitaria igualar níveis pra fazer sentir o que deveria.


Pode acreditar, da calamidade da prosa à melodia da poesia... não deveria.


Simplesmente pegar o primeiro atalho que aparece e de repente olhar pra trás e se deparar uma bola de neve um tanto quanto imensa, inesperada e indesejada. "tudo aquilo, nada disso"

É como retomar sílabas tônicas já ditas e por um segundo que seja furtar injustamente a tranquilidade tão quista e já conquistada. -foco no atalho-

Mas, os giros nunca esconderam que a tranquilidade não faz parte da rotina, ao menos não na maioria das horas.

Colidiu alguns passos, retrocedeu alguns instantes, mas, o verbo já conjugado no passado alivia.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Enjôo

A felicidade é uma correnteza sem fim, sem direção e sem chance de defesa...
Você no início, tenta lutar contra ela -afinal, quem gosta de nadar em algo que você não sabe onde vai chegar?-

Mas, cansa, é uma fadiga que começa a parecer desnecessária, e você vai, como quem nunca soube onde exageros poderiam chegar.

E realmente pode chegar em algo, de repente, não mais que de repente, é como se alguém tirasse a tampa do ralo e te colocasse no rumo de um buraco fundo, vazio e atordoante.
Você vê passar com você tudo o que a correnteza te fez parar de lutar contra, indo, indo, indo...

indo...

Tão frágil quanto você...

Você roda, roda, roda antes de chegar lá, é nauseante, é torturante...

-e vomitar não alivia- quanto mais eu tento chegar mais rápido para onde quer que seja, mais eu rodo, mais eu me enjôo.

-agora eu quero lutar contra a correnteza né?-

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

bocado de medo

acho que hoje não vou conseguir escrever um texto desenfreado, e sim atropelar linhas, letras, rimas e palavras.

Gosto quando sinto medo, não aquele medo que faz você evitar algo, mas o que te faz repensar e fazer do mesmo jeito.
Aproveito o encorajamento do milésimo de segundo que me vejo pondo algo à frente. Recuar é preciso, mas de forma que eu não me limite.

Limitar, é esse o verbo que eu repugno de corpo e alma.

Até onde vou é o limite que me ponho, se quero ir além, é porque o limite ainda não chegou.
Tanto desenfreio assim causa medo... me causa, te causa, nos causa -i guess- mas, desculpa... sinceramente não sei colocar pausas em enormes colisões de pensamentos -foco nos matinais-.

O que é real traz consigo contrastes....

o que me deixa em plenitude de paz... os sintomas estão crescendo, é real.

domingo, 12 de setembro de 2010

pra ser sincera...

pra ser envolta à quem se faz indispensável,
pra dominar a arte de abstrair a angústia e fixar a ideia de que sentir é viver.

pra ser sincera,
engolir doces e construtivas memórias digere a ambiguidade da tristeza, que ora me fortalece e ora me desliga.
pra ser sincera,
te trazer é fazer de mim um excesso necessário.
pra ser sincera,
subtrair as impossibilidades multiplica meu poder do real.

pra ser sincera,
eu não poderia mais dizer que o que me completa é vivenciar agora.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

refúgio, não..

entre a diferença da presença e de um físico distante que se aproxima.

-do que vivemos mais?-

uma fila enorme de tormentos, um atalho pra recaídas, caminhos que só caem em contramão e de vez em quando um caminho de ladrilhos que nos levam à dias de riso, paz e sossego.
ficamos lá até quando nos convém, pois é cômodo... nem sempre podemos ficar, mas podemos trazer e somar ao trajeto -vem ou não vem-.

é que não me dou bem em refúgios, mesmo que num piscar sou levada pros caminhos contraditórios ao meu destino, -brusca tomada- vem o lado realidade instantânea, que não acho ruim, não mesmo, achar um buraco confortável e arejado para se acomodar não deixa de ser buraco.

quero somatória, equações de mil graus, caídas dançantes, medo de altura com vento. -que já não é igual ao vento movimentando o balanço no parque-

terça-feira, 3 de agosto de 2010

como o vento no balanço do parque.

Pode reparar, um parque sozinho e a balança se movimentando apenas pelo vento.


aí você para, se desconserta e foca no silêncio, desfoca para o ruído ensurdecedor das correntes da balança, como algo pedindo atenção... mas, atenção para o nada?
te leva e traz no imaginário, você sente aquele friozinho na barriga só de olhar o brinquedo e se desaba na plenitude do incerto.
Você dá um passo e vai se encantando pelo envolvente, já se sentindo nele sem ao menos já ter experimentado.

porque o vento? porque a intuição? pra quê a sensação?



segunda-feira, 12 de julho de 2010

be proud

Peito inchado de ar.
A distância a qual fomos, a qual eu poderia ter ido, a qual eu não devia ter parado, é eu parei.
Rosas, notas e os drinks... tsc, à la moda da casa.
Estilo à la carte, mas desculpa o cardápio não é tão variado e a partir do bom gosto já é cobrado.
Não vá pelo quão carnal isso possa ser, é mais do que isso, é mais do que simplesmente, simplesmente a gente.
Nós estamos bem, seja pelo jeito que tudo aparenta ser.

E as notas, certa vez já disse que elas me perfuram. E você poderia sentir isso também, mas be proud. O porquê você já deve saber...
Algum dia poderia transfigurar tal fingimento como papel de primeira, cheio de falas, belas ações e passos falsos. Ao menos be proud por cair bem na personagem.

E não, eu não poderia querer algo melhor para ele do que um sorriso escancarado, pesado e vencido, é... um sorriso vencido.
Equiparado a um sorriso singelo, novo, vindo de outras frestas, ah! as frestas, como eu podia ter esquecido delas? É, be proud mulher.... melhor do que um sorriso vencido é um espaço sem vácuo...é a paz fingida ou fingindo ter paz?

terça-feira, 22 de junho de 2010

Princípio de tortura realmente desnecessária.
Já não tinha direções, acabei achando pequenos atalhos, pequenas frestas, pequenos passos... pequenos.
Não sabia dizer Olá, quem dirá Até logo e me envergonho disso, verdadeiramente.
Era um lequê de opções fantasiados, uma roleta ou um golpe no estômago também.
A fome nunca me veio, ao menos dormir era fácil e até isso eu consegui afastar.
Até isso eu consigo fazer ser real, sonhar vivendo, viver sonhando. E ninguém nunca acreditou que isso seria um tiro nos pés. Nunca pararam pra avaliar e submeter qualquer ato falho, descoordenado ou simplesmente acontecido.

Me envergonha..